sexta-feira, 9 de março de 2012

Não deixe o carnaval acabar

O Amor
Coisa difícil de compor
Uma isca
Que o peixe ama e belisca
Doce boca farpada
Que beija e morde irada
Repentino torpor
Difícil de depor, pra se recompor
Difícil de equilibrar
E quando se equilibra, difícil de durar
Como amores de carnaval
Esse é o segredo afinal

Não deixe o carnaval acabar
O carnaval do seu interior
Não perca o choro, nem o riso
Não deixe o arlequim, nem o pierrot

O carnaval é profano, é trevoso
O diabo está lá dançando
Mesmo assim Deus bondoso
Aparece pra quem está precisando

Leve a Balaclava pra onde for
Seja palhaço, seja poeta
Joguinho chato esse tal de amor
Astuto, fingido, honesto e pateta.

Não deixe o carnaval acabar
Mas primeiro seja a você o valor
E veja até onde o beijo pode durar
Dizem por aí que todo carnaval vai passar

E se os dançarinos cansarem,
As máscaras caírem e se os músicos pararem...
E se o beijo com olhos-de-raposa fugiu
Então infelizmente siga outro trio

Mas não deixe isso ir embora
A verdadeira felicidade no final
É aquela que vêm de dentro pra fora
Não deixe acabar esse carnaval

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