domingo, 27 de setembro de 2009

CONFESSO PECADOR

Se Deus me perdoa, nobre

Confesso ser um animal nojento

Estulto, de espírito pobre

Mesmo com mui conhecimento

Confesso de ser grande mentiroso

À outros escondendo meu opróbrio

E de falar a verdade orgulhoso

Quando minto pra mim próprio

Confesso da noite e do dia

De ter vivido a impureza

Ter maltratado a alegria

E noutros fomentado tristeza

Se Deus me perdoa, remissor

Afirmo não merecer perdão

Confesso ser asco pecador

Repulsivo qual escorpião

Ser evocante do orco, ser caído,

Soberbo e infame homem

Enganador, ingrato e atrevido

Que a força das trevas consomem

Ser cavernoso pecador, poluto

Falto de pudor e imoral

Viciado em boemia, prostituto

Notável pervertido sexual

Se Deus me perdoa ainda

Me envergonho de sempre repetir

O pecado, no vício que não finda

Novamente qu'eu torno à cair

Confesso da ambição errada

De coisa que não favorece

E da preguiça exagerada

Quando o labor me carece

Ser criatura bestial e errante

Dos pensamentos sujos que sinto

Surgido da caverna, monstro relutante

De concupiscência faminto.

Se deus me perdoa, totipotente

Peço que lave meus pecados

Me faça mudar completamente

Pra vida dos Bem-aventurados

Me arranque do mal as raízes

Pra eu deixar de ser um fanfarrão

Ou o bêbado das meretrizes

Facundo enganador, charlatão

Me livre da azagaia afiada

Que transpassada injustamente

O coração d'um'alma pertubada

Empalando-me intimamente

Se Deus me perdoa Santo

Que tire de mim "O desalento"

Que me impele para o mau e o pranto

Motivo do meu sofrimento

Ser desgraçado, que pro mal

Influencia as companhias

Pondo no caminho do umbral

Até os que me criam simpatias

Iníquo elemento de estorvo antigo

Cruel de língua, valente em rufiar

Que enganou seu melhor amigo

Traiçoeiro albatroz à voar

Se Deus me perdoa

Cantem ó anjos sua magnanimidade

E levitas não parem à toa

Louvem fiéis em sinceridade

Pois ainda que não merecido

De misericórdia sou alcançado

Sendo iníquo eu e corrompido

Minhas preces ter escutado

Meu Pai,

Excelente

E sagrado também

Me dai

Paz de mente,

Obrigado, Amém






























sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ACRÓSTICO E NERVOSO



Sinto
Tanta
Raiva
Envolvendo
Simples
Situações

terça-feira, 1 de setembro de 2009

CHOCOLATE E NICOTINA

Qual a diferença entre chocolate e nicotina?
Os devaneios e lamúrias tem vacina?
São paixões ou são vícios?
Vindos de profundos precipícios?
Eu me apaixonei e viciei..
No doce do beijo e o açucar suguei,
Promíscuo ósculo entremeado em carnavais,
Que silenciosamente enlouquece muito mais,
Pode ser o veneno oriundo da vingança
Sabor de fel, Ouropel, decoe pajé-lança
Extensos rios de melancolia
Que espalham esta alegria
Fazendo os homens acreditarem
Nas mentiras do ego e ficarem
Na mira do inimigo, sem saber
E no futuro imediato desvanecer
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No remoto futuro imediato
Caliopianas pernas caminham sempre mudando
Tudo aquilo que elas teriam de fato
Nicotina baforada pelo ar se dispersando
Chocolate incessante, enfeitiçando o olfato
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A paixão é uma parte do amor sem respeito
Que arde irresponsavelmente no peito
Ideológica desventura
Vício é a paixão de orgânica estrutura
Fisiólogico desalento
Pois a paixão é o vício do pensamento
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Não confunda o vício com o amor
Que de ímpeto o coração clama.
Você ama o vício, e no fim só a dor
O vício não te ama !
E torna o seu amor,
Em paixão imersa na lama,
Vertigem frustrante e labor.
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Trate de prever,
O que no fim acontecer vai
O vício trairá você
Pois o amor não trai.



ps.: Este poema é inspirado e dedicado ao meu
amigo e poeta Thallisson Melo em memória de
nossas conversas, paixões, ideologias e ressacas
em comum que destinadamente compartilhamos sempre.