sábado, 28 de fevereiro de 2009

AGENTE CAÓTICO

Eu sou o compositor
De uma chama idiossincrática
Criticando o pensamento opositor
Da ganância e tranqüilidade
Da sofisma sistemática
Eu sou o repositor
Da destemida ordem assintomática
Que intimida o costume
E a origem
Da fé burocrática
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Se como motivador
Isto for pessoal e mais nada
O pessoal não insere crença
Nesta minha burrice organizada
Eu sou violador
Da hipócrita paciência pragmática
Que inútil escuta
E não entende os horizontes
De uma vivência incoadunada
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Eu sou “O concriador”
Do bêbado pelo vinho e
Do metal pela faca
Amigos, inimigos, comigos
Que somente buscam em mim
Uma ressaca

Egovaporação

Estritamente sócio-dependente
O Homo sapiens se nega e se entrega
Ao alheio das idéias mais próximas
Na paraverdade sempre presente

Quando na verdade, toda verdade
Jaz dentro do próprio questionador
Onde tornan-se jardineiros no labor
Querendo plantar o grão de felicidade

Para o fitar crescendo vicejante
Deixando o vergel jubilando
Mas muitos acabam podando
As flores da vida de forma errante